A SOMBRA DO DESEMPREGO PARA QUEM ESTÁ EMPREGADO

Valter Carvalho

Não se pode comparar o drama enfrentado pelos quase 14 milhões de brasileiros desempregados com outro drama, enfrentado pelos que estão empregados, mas cabe aqui uma reflexão.

A crise no mercado de trabalho é tão imensa que, mesmo os profissionais que estão empregados sentem os reflexos de sua sombra no dia a dia.

Não é raro que alguns “chefes” (não líderes) utilizem o desemprego como forma de pressão sobre seus comandados, com frases como “sabe que lá fora a coisa está feia”, “melhor ganhar pouco do que nada”, “tem muita mão de obra disponível”, “se não quer fazer esse trabalho, lá fora tem quem queira”, etc…

Evidente que, todas as pessoas que estão empregadas sabem que o fantasma do desemprego é uma realidade que ronda as empresas e escritórios do país, já que profissionais bem qualificados estão em busca de recolocação e, em muitos casos, aceitando redução de salário para voltar à ativa.

Os “chefes”, porém, que utilizam esse fantasma para torturar emocionalmente suas equipes, deveriam pensar que as ameaças, ainda que veladas, ao invés de gerarem maior compromisso do colaborador, para com as atividades a realizar, geram, isso sim, medo, desmotivação, desconfiança e descompromisso para com a empresa e na primeira oportunidade, num reaquecimento de mercado, esses colaboradores buscarão outro emprego, ou melhor, outro “chefe”.

O mercado de trabalho, acompanhando a economia, tem ciclos de alta e de baixa e essa baixa atual, algum dia, e espera-se que seja em breve, voltará a assumir tendência de elevação, com criação de postos de trabalho e melhores ofertas salariais.

Quando isso acontecer, como já aconteceu no passado, a mão de obra voltará a ser valorizada e os profissionais mais bem preparados serão justamente os primeiros que buscarão colocações que lhes satisfaçam, tanto financeiramente, como emocionalmente.

Se você é “chefe”, pense bem nisso, pois perder profissionais, na chegada do reaquecimento, lhe gerará dissabores para a reformatação de suas equipes, exatamente no momento em que a empresa terá oportunidades de recuperação e, além disso, saiba que a vida é cíclica e mesmo você que hoje está se utilizando desses artifícios para acuar seus funcionários, poderá ver a sombra do desemprego se tornar real em sua carreira.

Valter Carvalho é um dos Associados do GRUPO BEST IN CLASS®, que tem como propósito ajudar as empresas na construção de uma Cultura Corporativa que se adapte com Agilidade e Habilidade a Mudanças e promova a Alta Performance como uma consequência Natural e Sustentável das atitudes de todos os seus Líderes.

 

CULTURAS ASSASSINAS

Wladimir R. Palermo

Tenho ouvido e acompanhado de perto a ocorrência de assassinatos de boas ideias inovadoras por causa da reação da Cultura Corporativa / Comportamento Corporativo.

Graças às facilidades trazidas pela revolução digital, aumentou significativamente o volume de mudanças que povoam o planeta, dentre elas uma quantidade maior de mudanças com potencial disruptivo.

Torna-se, assim, um paradoxo ver muitas ideias inovadoras sendo sumariamente assassinadas pela cultura das empresas.

O que deve ser feito primeiro? “Buscar as ideias inovadoras” ou “Repensar a cultura”?

A meu ver devemos primeiro repensar a cultura da empresa, o seu comportamento corporativo, o que não significa desmontar o que existe e construir outra coisa.

Tradicionalmente a cultura corporativa é moldada pela intuição dos dirigentes e proprietários, e pela livre combinação de comportamentos de seus funcionários, que são fortemente influenciados de cima para baixo pelos comportamentos dos líderes.

Longe de ser um importante instrumento de competitividade e diferenciação concorrencial, esta cultura normalmente determina a criação de obstáculos à comunicação e inovação, estreitamento de visão, burocracia e intriga: um fenômeno que segue alheio à gestão.

Repensar a Cultura Corporativa – Comportamento Corporativo requer processos estruturados de observação do cenário interno e externo e de análise e avaliação das observações colhidas, para então desenhar e construir os ajustes que farão com que ela se torne capaz de se adaptar com agilidade e habilidade às mudanças, sejam elas quais forem.

Não é uma tarefa rápida, nem fácil, mas absolutamente necessária para que a alta performance seja sustentável e alinhada com as expectativas dos clientes.

Wladimir R. Palermo é o fundador do GRUPO BEST IN CLASS®, que tem como propósito ajudar as empresas na construção de uma Cultura Corporativa que se adapte com Agilidade e Habilidade a Mudanças e promova a Alta Performance como uma consequência Natural e Sustentável das atitudes de todos os seus Líderes.

O CHEFE QUE COMPETE COM OS PRÓPRIOS FUNCIONÁRIOS

Valter Carvalho

Talvez você já tenha se deparado com um chefe que lhe atribui uma tarefa e no retorno, ao avaliar o resultado, desqualifica todo o seu trabalho e pede tantas alterações que começar do zero parece ser o melhor caminho.
Pode ser, ainda, que ele lhe solicite alterações que não mudem absolutamente nada no resultado final, mas que, aparentemente, graças ao conhecimento superior dele, essas mudanças que você enxerga como inócuas, produzam algum tipo de epifania naqueles que terão acesso àquele trabalho.
Em uma primeira auto-avaliação, você imagina que entendeu equivocadamente o que lhe foi solicitado ou, ainda, passa a questionar a sua capacidade de compreensão e de realização daquela tarefa.
Pode ser, evidente, que essas duas hipóteses existam, mas há, ainda, uma terceira alternativa, que é a de que você esteja diante de um chefe que compete com os próprios funcionários.
Não é raro a existência desse tipo de chefe nas organizações e, infelizmente, eles são, normalmente, enxergados como extremamente competentes e realizadores, já que seu elevado grau de competitividade traz resultados de curto prazo, apesar de deixar vítimas pelo caminho e assim, galgam postos importantes, o que faz com que conquistem número maior de funcionários abaixo de si, aumentando o número de competições a serem travadas.
Esse tipo de chefe é, normalmente, uma pessoa de ego inflado, mas no fundo, bastante insegura e que para equilibrar sua autoconfiança, necessita desqualificar as pessoas à sua volta, para sentir seu posto preservado e sua autoestima elevada.
O grande problema, para as organizações, é que esse tipo de chefe cria um ambiente de tensão e de desconforto para as pessoas, pois ao invés de utilizar seu conhecimento para treiná-las e fazê-las evoluírem como profissionais, ele as deixa inseguras e até mesmo com receio de apresentar seus trabalhos, pois sabem que, certamente, receberão fortes críticas, estando a sós com o chefe ou pior, em público, que é a forma preferida de atuação desse tipo de chefe, pois terá expectadores para mostrar a incompetência de seus funcionários diante de seu “grande e incomparável” conhecimento.
Esses profissionais têm altíssimo poder de destruição em massa, pois são caçadores de erros e não apreciadores de acertos. Seus funcionários os temem ao invés de respeitá-los e admirá-los e eles mesmos, sentem-se cada vez mais inseguros, pelo temor de serem perseguidos, pois pela maneira como atuam, pensam haver, sempre, algum plano secreto para prejudicá-los.
As empresas onde atuam perdem ótimos profissionais, que saem em busca de reencontrarem o equilíbrio e a autoestima e a dispensa de funcionários é elevada, pois há uma impressão equivocada de que “ninguém serve”, porém esses funcionários que se desligam ou que são desligados geralmente conseguem desenvolver-se e crescer em outros ambientes mais saudáveis.
Se você tem se sentido incompetente, pare para pensar se realmente o é ou se está sendo vítima de uma competição com seu chefe que, no caso, é uma competição onde somente existem derrotados, você, a empresa e ele, pois em curto prazo ele até poderá se sentir um vencedor, mas não há mal que sempre dure e algum dia esse chefe perceberá que se colocou em um isolamento, onde só há espaço para ele e para seu grande ego ou sua grande insegurança.

 
Valter Carvalho é um dos Associados do GRUPO BEST IN CLASS®, que tem como propósito ajudar as empresas na construção de uma Cultura Corporativa que se adapte com Agilidade e Habilidade a Mudanças e promova a Alta Performance como uma consequência Natural e Sustentável das atitudes de todos os seus Líderes.

VALE TUDO POR DINHEIRO.

Wladimir R. Palermo

Os resultados de curto prazo são, para muitas empresas, a prioridade número um para sair de uma crise de caixa e para evitar o risco da quebra.

Entretanto, muitas são as empresas que sucumbem à sedução dos ganhos de curto prazo e utilizam tal modelo de forma permanente, deixando de considerar os seus graves efeitos colaterais ao longo do tempo.

A promoção de profissionais sem a devida qualificação para cargos de direção, mais a sedução provocada pela promessa de bônus financeiros individuais por resultados, têm intensificado o uso deste modelo, criando uma espécie de “vale tudo por dinheiro”.

Correndo atrás do bônus por performance esses executivos sacrificam os pilares da sustentabilidade de suas empresas em benefício da sustentabilidade de suas contas bancárias pessoais.

A ansiedade por mostrar rapidamente resultados tem elevado a níveis perigosos a geração de estresse negativo por parte desses executivos, o que acaba por corroendo a motivação, a alegria e o engajamento das pessoas, e consequentemente comprometendo a performance sustentável.

Os mais talentosos, os que possuem empregabilidade, são os primeiros a deixar a empresa quando submetidos a lideranças desse tipo, permanecendo nela os inseguros, os menos talentosos, aqueles com pouca empregabilidade.

Na prática o que ocorre é a opção pela mediocridade no médio e longo prazos, em troca de aparentes resultados de curto prazo, mas não sustentáveis.

Um jogo perigoso em que, no médio e no longo prazos, deixa de existir o ganha-ganha, prevalecendo o ganha-perde ou o perde-perde geral.

Performance sustentável é vital para todas as empresas que pretendem se tornar sustentáveis e performance sustentável não se obtém com pressões, ameaças de demissão e, em contrapartida, bônus para os opressores.

Performance sustentável é uma consequência das atitudes e comportamentos do conjunto dos líderes de cada empresa, o tal efeito chuveiro que atinge a todos da organização e que gera valor percebido pelos clientes.

Wladimir R. Palermo é o fundador do GRUPO BEST IN CLASS®, que tem como propósito ajudar as empresas na construção de uma Cultura Corporativa que se adapte com Agilidade e Habilidade a Mudanças e promova a Alta Performance como uma consequência Natural e Sustentável das atitudes de todos os seus Líderes.

O MUNDO NÃO VAI MUDAR SÓ POR CAUSA DA ERA DIGITAL.

Wladimir R. Palermo

O mundo sempre evoluiu e se transformou, progressivamente, todos os dias, desde que o homem habita o nosso planeta.

Cada nova descoberta expandiu o horizonte de visão do ser humano e promoveu, como consequência, novas descobertas.

Na verdade, a mudança sempre foi uma regra para todos nós. E sempre será.

O que tem mudado, progressivamente também, é a velocidade com que as mudanças estão ocorrendo.

A tão propalada “revolução digital” é um elemento “facilitador” para aceleração do processo evolutivo fazendo com que um número maior de mudanças esteja, ao mesmo tempo, povoando o planeta, dentre elas uma quantidade maior de mudanças com potencial disruptivo.

Esse cenário leva, naturalmente, ao aumento da ansiedade, das incertezas e dos medos.

Ao mesmo tempo pode levar à paralisia (esperar para ver o que vai mudar) ou à afobação (escolher o caminho errado).

Somente o uso de processos estruturados de Observação do Cenário que envolve a empresa – interna e externamente – e de Análise e Avaliação das Observações permite Desenhar e Construir uma Cultura Corporativa capaz de se adaptar com Agilidade e Habilidade às mudanças, sejam elas quais forem.

A Cultura Corporativa não pode ser moldada pela intuição dos dirigentes e proprietários e pela livre combinação de comportamentos e atitudes de seus funcionários.

É hora de olhar para ver o invisível, oculto ou escondido.

Afinal, o mundo é do tamanho do conhecimento que temos dele.

Wladimir R. Palermo é o fundador do GRUPO BEST IN CLASS®, que tem como propósito ajudar as empresas na construção de uma Cultura Corporativa que se adapte com Agilidade e Habilidade a Mudanças e promova a Alta Performance como uma consequência Natural e Sustentável das atitudes de todos os seus Líderes.

A CULTURA CORPORATIVA E SEU IMPACTO NA PERFORMANCE.

Wladimir Rodney Palermo

Não é a estratégia da empresa – sua intenção – que será capaz de gerar alta performance.

Muito tem sido investido em processos, estratégias e tecnologias, que só conseguirão produzir qualquer efeito – positivo ou negativo – através das pessoas.

Praticamente todas as empresas divulgam uma Missão e um conjunto de Valores, mas poucas investem na correta identificação do nível de cada um dos componentes que alicerçam sua Cultura para identificar o impacto provocado na Performance.

A Alta Performance só consegue ser gerada de forma sustentável pela Cultura Corporativa, que é construída pelo conjunto de comportamentos das pessoas que nela trabalham, fortemente influenciadas por todos os seus líderes, “de cima para baixo”.

Por isso é árdua e demorada a de missão construir uma Cultura Corporativa capaz de gerar Alta Performance Sustentável.

A boa notícia é que se tornou possível, com o apoio da neurociência, mapear os Componentes da Cultura Corporativa e o impacto resultante na Performance Potencial e na Performance Aplicada na Organização.

Com esse mapeamento é possível criar um road map preciso e que permite adotar ações visando aumentar o nível de impacto de cada um dos componentes da Cultura Corporativa que geram Performance Potencial e reduzir o impacto dos componentes que consomem a Performance Potencial, incrementando consequentemente a Performance Aplicada, aquela capaz de produzir resultados superiores e de forma sustentável.

Organizações que possuem uma Cultura Corporativa com índices identificados pelo nosso instrumento “Trust & Performance Survey”e situados no 4º Quartil, quando comparadas com as que possuem tais índices situados no 1º Quartil, revelam:

106% mais energia no trabalho
76% mais engajamento
74% menos estresse
70% mais alinhados com o propósito de suas empresas
50% maior performance
50% a mais de retenção de talentos

Pesquisa feita pelo Dr. Paul Zak, 2016, envolvendo 1.095 adultos trabalhando nos EUA. Dr. Paul Zak é autor do livro Trust Factor.

Wladimir R. Palermo é o autor da metodologia BEST IN CLASS®, destinada a ajudar as empresas na construção de uma Cultura Corporativa que promova a Alta Performance como uma consequência Natural e Sustentável das atitudes de todos os seus Líderes. BEST IN CLASS GROUP representa com exclusividade no Brasil o instrumento TRUST & PERFORMANCE SURVEY de autoria do neurocientista norte americano Dr. Paul Zak.

PERCEPÇÃO COMPARTILHADA É REALIDADE.

Wladimir Rodney Palermo

Há mais de vinte anos costumamos pesquisar a percepção que os participantes de um dos nossos workshops possuem a respeito deles mesmos, a tal de auto percepção.

Antes de realizarmos esses workshops nós realizamos uma pesquisa informatizada, anônima e confidencial junto às pessoas que convivem com cada participante, pessoas por eles mesmos indicadas.

Entretanto, quando comparamos a auto percepção dos participantes com a percepção que as pessoas por eles indicadas carregam a respeito deles, menos de 20% coincidem, ou seja, mais de 80% das pessoas carregam auto percepção diferente da percepção que as demais pessoas possuem a respeito delas.

Em um outro workshop, que igualmente aplicamos há mais de 20 anos, pesquisamos a percepção compartilhada dos líderes das diversas camadas da empresa a respeito de quanto da estratégia da empresa e da sua missão (sua intenção) chega de fato até os clientes através das pessoas de contato.

A resposta compartilhada indica que chegam no cliente o mínimo de 45% e o máximo de 75% da Intenção da empresa. Um gap enorme que só ser progressivamente reduzido através de mudanças de natureza comportamental por parte dos líderes, de cima para baixo, começando pelo C-Level, até atingir toda a organização.

Não é a estratégia da empresa – sua intenção – que construirá sua cultura. A cultura de uma empresa é construída pelo conjunto de comportamentos das pessoas que nela trabalham e é fortemente influenciada por seus líderes “de cima para baixo”.

Você pode afirmar que não age assim, você pode acreditar que não age assim, você pode não aceitar que as pessoas ao seu redor achem que você age assim. Mas se as pessoas ao seu redor carregarem uma percepção compartilhada de que você age assim, essa é a realidade.

E isso vale para os clientes…

Por isso é árdua e demorada a de missão construir uma Cultura Corporativa capaz de gerar Alta Performance Sustentável como consequência das Atitudes de seus Líderes.

É preciso ter humildade para aceitar que ninguém é perfeito ou completo e que a evolução só é conseguida através da consciência a respeito dos impactos – positivos e negativos – que provocamos nos outros, segundo a percepção dos outros. O que inclui os clientes.

Querer mudar é apenas uma intenção, mas já é um bom começo. Mas é preciso ter disciplina para fazer a mudança acontecer e persistência sempre que ocorrer uma recaída.

 

Wladimir R. Palermo é o autor do programa BEST IN CLASS®- FAR BEYOND PERFORMANCE, destinado a ajudar as empresas na construção de uma Cultura Corporativa que promova a Alta Performance como uma consequência Natural e Sustentável das atitudes de todos os seus Líderes.

OXITOCINA, STRESS E PERFORMANCE.

Wladimir Rodney Palermo

 

Recentemente realizamos um evento que contou com uma palestra do Dr. Paul Zak, neurocientista e autor do livro TRUST FACTOR.

O laboratório do Dr. Paul Zak foi o pioneiro na identificação da molécula Oxitocina e de sua relação com a construção de relações de Confiança, base para a obtenção de alta performance sustentável nas organizações.

A combinação de oito elementos de natureza comportamental é capaz de estimular significativamente a produção da Oxitocina no cérebro das pessoas, que dessa forma se sentirão naturalmente inclinadas a confiar nas demais e a adotar atitudes de empatia, cooperação e a fazer seu melhor.

Sua metodologia também considera que somente a Confiança não basta para a obtenção da Alta Performance sustentável. Ela é a base essencial, mas é preciso também que a empresa tenha um Propósito inspirador que, junto com a Confiança, conduza ao Engajamento. Adicionalmente é requerido um ambiente de Alegria e Satisfação que conduza à Alta Performance sustentável: as pessoas fazem mais e melhor porque querem!

Entretanto Dr. Paul Zak chama a atenção para um componente capaz de atrapalhar todo esse conjunto de ações: o stress! Não estamos falando do stress positivo, aquele que impulsiona a pessoa a fazer aquele esforço final para atingir determinada meta. Estamos nos referindo ao stress que parece não ter fim e que causa esgotamento mental. Esse stress costuma ser provocado por sobrecarga permanente de trabalho e também pelo impacto provocado nas pessoas pelas atitudes e hábitos manifestados pelos líderes.

Examinando com mais atenção todo esse contexto podemos observar que há 8 elementos que estimulam a produção da Oxitocina e que são capazes de promover as condições que conduzem à construção de relações de Confiança entre as pessoas. Adicionalmente temos outros 4 elementos: Propósito, Engajamento, Alegria e Stress.

São ao todo 12 elementos de natureza quase que totalmente relacionada com hábitos, atitudes e comportamentos que devem ser estimulados permanentemente pelos líderes de todos os níveis nas organizações.

Onze dos doze elementos são de natureza positiva. Em conjunto e alinhados eles formam um maravilhoso arranjo capaz de alicerçar de forma sustentável a alta performance.

O décimo segundo elemento, o stress, possui natureza negativa e provoca a redução do resultado de todo o enorme esforço realizado com a combinação dos outros onze elementos.

Aqui é preciso considerar, adicionalmente, a situação particular do nosso país.

Conversando com o Dr. Paul Zak e contando para ele como vive grande parte da população, notadamente aquela que ocupa as funções mais operacionais das empresas, fica evidente que essas pessoas carregam aquilo que ele chamou de “stress in the back”. Elas saem de casa muito cedo, muitas vezes sem uma alimentação adequada e permanentemente preocupadas com o sustento da família, caminham longos trechos para chegar aos pontos de ônibus, sofrem com o transporte coletivo de baixa qualidade, lotados de pessoas, passam calor ou frio, convivem com agressividade, falta de educação e violência, para depois de algumas longas horas chegarem ao trabalho. Elas já chegam carregando uma carga de stress que será repetida no final do dia ao voltarem para suas casas.

Agora somemos a isso o stress que sobrecargas de trabalho e atitudes dos líderes provocam nessas pessoas diariamente e será fácil perceber o impacto negativo resultante, capaz de consumir todo o esforço destinado a alicerçar alta performance sustentável.

Alta performance sustentável é uma consequência natural da cultura corporativa, que é fortemente influenciada pelo “conjunto de comportamentos de seus líderes”.

 

Wladimir R. Palermo é o autor do programa BEST IN CLASS®- FAR BEYOND PERFORMANCE, destinado a ajudar as empresas na construção de uma Cultura Corporativa que promova a Alta Performance como uma consequência Natural e Sustentável das atitudes de todos os seus Líderes.

 

SÓ PERFORMANCE NÃO BASTA, É PRECISO IR MUITO ALÉM.

Wladimir Rodney Palermo

Todos os nossos clientes são Gestores de Alto Nível em suas empresas. Eles chegaram até esse estágio porque em sua trajetória profissional apresentaram performance.

Logo, performance não é um problema para eles.

Então o que queremos dizer com “Ir muito além da Performance?

Queremos dizer que, para se tornarem ainda mais bem-sucedidos, será preciso que todas as pessoas que esses gestores influenciam se sintam inspiradas, motivadas, engajadas, confiantes e, como consequência, apresentem também alta performance, fazendo mais e melhor simplesmente porque querem, porque sentem alegria ao fazer assim, porque o propósito da organização se transformou no propósito de cada uma delas.

Alta Performance precisa ser decorrente de um estado emocional que cabe a cada um dos líderes estimular permanentemente.

O foco exclusivo na obtenção de performance tem produzido enormes efeitos colaterais, o mais significativo deles o “stress” sem fim, tão presente na vida das pessoas nas empresas.

O foco exclusivo na obtenção da performance é a principal causa do surgimento de desequilíbrios comportamentais por parte dos gestores.

Como eles chegaram até onde chegaram porque sabem atuar com alta performance, eles reforçam tanto o que deu certo para eles que acabam lidando com os outros como se os outros fossem como eles, o que acaba naturalmente gerando algum desequilíbrio comportamental, e é exatamente aí que costumam residir as grandes oportunidades de mudança.

O foco exclusivo na performance, com a geração dos consequentes desequilíbrios por parte de alguns gestores, tem sido a principal causa da perda dos colaboradores mais talentosos.

Ir muito além da Performance traz implícita a necessidade de mudar permanentemente para se tornar cada vez melhor. A mudança é uma regra.

Dois bons exemplos de uso da mudança como regra para se tornarem cada vez melhores são dados pela Apple e pelo Google. Essas empresas mudam sempre para conseguirem sempre máxima performance, a ponto de conseguirem caminhar sempre na dianteira. Quando estão prestes a serem alcançadas já possuem uma versão aperfeiçoada delas mesmas.

Não adianta um Gestor saber atuar com alta performance.

É preciso que todos os Gestores atuem de forma Alinhada e Equilibrada para que a alta performance em toda a organização seja uma decorrência natural de comportamentos de liderança capazes de provocar impactos e percepções positivas desde o topo da pirâmide até sua base.

Focar na Performance, como um fim, é um voo de galinha.

Com o tempo cria-se um IMPOSTO que eleva o stress, provoca turnover, reduz a energia das pessoas no trabalho, abala a confiança, cria competição, provoca desgaste emocional, gera menos satisfação, leva à redução do grau de empatia e conduz ao desengajamento, reduzindo a performance, o lucro e o valor da empresa.

Ir muito além da Performance gera DIVIDENDOS ao elevar a confiança, promover o engajamento, manter as pessoas mais tempo na empresa, obter alta energia delas no trabalho, levar a um ambiente de cooperação, de maior produtividade, fortalecendo emocionalmente as pessoas, que terão mais satisfação, apresentarão maior grau de empatia e serão mais saudáveis, aumentando assim a performance, o lucro e o valor da empresa.

Wladimir R. Palermo é o autor do programa BEST IN CLASS®- FAR BEYOND PERFORMANCE, que tem sido conduzido de modo especialmente bem-sucedido junto a Presidentes, CEOs, Diretores e Gestores de alto nível em importantes organizações dos mais variados segmentos.