Os homens esquecem mais rapidamente a morte do pai do que a perda do patrimônio (Maquiavel).

Wladimir Rodney Palermo

Eu recebo com muita frequência depoimentos de participantes do programa BEST IN CLASS dizendo que “sua vida em casa mudou”, que sua esposa ou seu marido dizem que “sou outra pessoa”, que seu filho diz “meu pai mudou, se tornou uma pessoa muito legal”.
Tenho frequentemente sido abordado pelas secretárias dos meus clientes que usam uma frase sempre muito parecida com “O que você fez com fulano? Ele está tão diferente!”
Isso não acontece só comigo. Acontece com todos os meus colegas do grupo BEST IN CLASS.
E uma pergunta inevitável me veio à mente:
“Por que os nossos clientes, todos eles altos executivos de empresas, mudam rapidamente e significativamente os comportamentos que seus stakeholders apontaram como sendo inadequados, mas não conseguiam mudar seus comportamentos em casa, com a família, mesmo recorrendo à terapia?”.
Refletindo a respeito um “flash” me remeteu a um livro bem antigo, mas recheado de conceitos bastante atuais e válidos: “O príncipe”, de Maquiavel.
Vejam dois trechos:
“Os homens esquecem mais rapidamente a morte do pai do que a perda do patrimônio”.
“Os homens têm menos escrúpulos em ofender a alguém que se faça amar do que a quem se faça temer”.
Ocupar uma posição profissional de destaque permite que o executivo satisfaça todas as suas necessidades, mesmo que em graus diferentes. Ele obtem o reconhecimento pessoal (poder, prestígio), a aceitação pelos outros (mesmo que alguns sejam bajuladores), a segurança (suas decisões têm sido acertadas, em contra partida seus ganhos oferecem condições para ele formar seu patrimônio) e a realização (no sentido de realizar, de gerar resultados para sua empresa e para ele também).
O risco de ter sua trajetória de sucesso prejudicada por comportamentos que as pessoas ao seu redor indicam como sendo inadequados, que as incomodam, as aborrecem, as estressam, faz com que ele rapidamente se mobilize para evitar o prejuízo.
A metodologia BEST IN CLASS escancara para o indivíduo o tamanho do risco provocado pelo desequilíbrio na busca da satisfação destas necessidades – que equivalem ao seu “patrimônio”, pois é através do seu sucesso profissional que seu patrimônio (financeiro e emocional) é considerado como conquistado por ele.
Com a terapia somente, o estímulo para a mudança não tem a mesma intensidade nem a mesma velocidade. Recorrendo a Maquiavel, equivale à perda do pai, à ofensa a alguém amado. Incrivelmente, isso pesa menos para os homens do que a perda do patrimônio.
Mas o que explica então os depoimentos dos familiares dando conta da percepção de que ele mudou em casa também?
Ao contrário do que muitas pessoas ainda insistem em acreditar, a palavra “indivíduo” significa “indivisível”. Somos uma pessoa só, em casa ou no trabalho ou em outro lugar.
Ao conseguir mudar – aparentemente só no trabalho – o “indivíduo” muda, ou seja, seu todo muda.
Como resultado: o indivíduo muda, suas relações em sua família mudam, suas relações com as pessoas ao seu redor na empresa mudam, e todas as pessoas que com ele interagem também acabam sofrendo positivamente os efeitos destas mudanças, que mesmo que só um pouco, as modificam também.
Todos ganham: a pessoa, sua família, seus colegas de trabalho, sua empresa.

E assim, o mundo fica melhor!
Um forte abraço

wladimir.palermo@bestinclassgroup.net

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