O MAIOR EQUÍVOCO COMETIDO PARA ENGAJAR OS FUNCIONÁRIOS!

Marshall Goldsmith

“Por que engajar os funcionários?” A resposta simples: O engajamento dos funcionários é fundamental para o sucesso do negócio. Estamos todos de acordo. Queremos funcionários engajados.

Engajamento dos funcionários é definido pelo esforço marginal. Em outras palavras, o que os funcionários estão fazendo que eles não têm que fazer? Quão duro eles estão tentando? Compare dois funcionários – um está trabalhando muito duro, dedicando um esforço extra; o outro não. Seria um erro pensar que o segundo irá performar tanto quanto o primeiro.
Mesmo assim, este não é o maior erro cometido no envolvimento dos funcionários.

Será que estamos perdendo metade da equação?

Em uma recente convenção tive a oportunidade de ouvir incrivelmente inteligentes e preparados profissionais de RH que tinham feito sua lição de casa sobre o tema do engajamento e os importantes fatores a ele relacionados, como: qualidade da liderança, forma de compensação justa, programas de reconhecimento, treinamento necessário, e comunicação eficaz dos valores corporativos, etc.

Eu não discordei do que eles disseram. Tudo parecia muito lógico para mim. Acredito que as empresas devem fazer tudo o que puderem para criar um ambiente que constrói o envolvimento dos funcionários.

Enquanto ouvia a apresentação, comecei a ter uma percepção – tudo que esses grandes líderes de RH disseram focou no que a empresa poderia fazer para envolver os funcionários – absolutamente nada que eles discutiram focou no que os funcionários poderiam fazer para se engajarem. Enquanto ouvia eu pensei: “Essa é uma incrível e eficaz apresentação que descreve a metade de uma equação.” Eles foram persuasivamente explicando como a empresa poderia aumentar o engajamento dos funcionários e ignorando completamente a forma como os funcionários poderiam aumentar o seu próprio engajamento. Este é o maior equívoco que cometemos no engajamento dos funcionários!

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você.”

Eu me recordei da famosa citação no discurso de posse de John Kennedy: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer pelo seu país. ”

Percebi que cem por cento do que estava sendo dito era o inverso do discurso de John Kennedy. Toda a apresentação girava em torno do que a empresa pode fazer por você, enquanto zero por cento focou no que você pode fazer para a empresa.

Eu costumo viajar bastante a trabalho. Nos voos a maioria das comissárias fazem um ótimo trabalho. Mas ocasionalmente há diferenças de atitude entre as duas comissárias de bordo: uma é positiva, alegre, motivada, otimista e entusiasmada, enquanto a outra é negativa, sisuda, amarga, irritada ou cínica. Tenho certeza de que você já observou isso pelo menos uma vez.

Qual é a diferença? A diferença não é o que a empresa está fornecendo. Ambas as comissárias de bordo devem estar recebendo a mesma remuneração, com o mesmo uniforme, com os mesmos programas de treinamento, com o mesmo programa de engajamento dos funcionários.

Qual é a diferença? A diferença não é o que está do lado de fora das pessoas. A diferença é o que está no interior delas.
Apesar de ter respeitado e apreciado tudo o que eu ouvi dos líderes de RH na conferência, eu acredito que eles estavam deixando de lado o fator mais importante no envolvimento dos funcionários – a pessoa que está fazendo o trabalho.

É verdade que a criação de um grande ambiente é um fator chave para criar engajamento, mas todos nós temos a oportunidade de assumir a responsabilidade por nossas próprias vidas e fazer o nosso melhor para construir o nosso próprio engajamento – independentemente do que a empresa está fazendo.

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