O SACO DO USAIN BOLT.

Wladimir R. Palermo

Você certamente conhece o simpático corredor jamaicano Usain Bolt. O homem raio!

Rápido como um raio ele dispara e deixa seus concorrentes para trás, muitas vezes sorrindo, como se ele não estivesse fazendo nenhum esforço.

Cem metros, em menos de 10 segundos. Quem já participou de uma prova como essa sabe o que isso significa. É um esforço gigantesco. E menos de 10 segundo é mesmo quase como um raio. É para poucos atletas e muito bem preparados.

Agora imagine se o nosso amigo Usain Bolt tivesse se preparado de uma forma totalmente diferente. Imagine que ele tivesse aprendido a ser extremamente veloz carregando um saco de cimento amarrado na cintura. Algo parecido com o treinamento dos jogadores de vôlei, que colocam pesos nas pernas para saltar, e quando tiram os pesos conseguem saltar de uma forma incrível.

Parece desenho animado: o simpático Usain Bolt, correndo os 100 metros rasos em incríveis 9,58 segundos, carregando um saco de cimento preso na cintura!

Certamente o saco de cimento, a esta altura da carreira do Usain Bolt, já não é mais necessário. Se esse método fez sentido durante um determinado tempo da vida dele, agora já não faz mais sentido.

Largar o saco de cimento significará melhorar imediatamente sua incrível marca para bem menos do que os inigualáveis 9,58 segundos.

Gostaria que agora você pensasse em você.

Você desenvolveu uma série de hábitos durante sua trajetória de vida para chegar onde chegou. Você desenvolveu o “seu saco de cimento”.

Assim foi com você, comigo e com todas as demais pessoas.

Nós desenvolvemos o hábito de carregar nosso respectivo saco de cimento, o que certamente foi importante em um dado momento da nossa vida, mas nós o continuamos carregando até hoje.

Peter Drucker tem uma frase muito adequada para se encaixar nesse contexto:
“As pessoas são premiadas para conseguirem fazer algumas coisas. Mas a maioria dos líderes deveria ser premiada para conseguir deixar de fazer algumas coisas”.

Quando pergunto aos stakeholders dos meus clientes “o que meu cliente deveria mudar para se tornar ainda melhor”, elas me contam que tipo saco de cimento ele carrega, e que se deixasse de carregar provocaria melhores resultados na vida dele, dos seus stakeholders, de sua família e de sua empresa.

Pense em você novamente, relembre e registre todas as experiências marcantes de sua vida.

Tente identificar que hábitos você desenvolveu como resposta às experiências que você viveu, e que você continua carregando até hoje.

Seguramente alguns desses hábitos já não são mais necessários atualmente. Eles se transformaram nos “sacos de cimento” que você carrega e que atrasam sua trajetória, além de provocar impactos negativos nas pessoas ao seu redor.

Ao identificar tais hábitos você criará uma “to stop list”, ao invés de uma “to do list”.

Fale conosco: contato@bestinclassgroup.com

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