DO SUCESSO AO FRACASSO: UMA QUESTÃO DE EQUILÍBRIO.

Wladimir R. Palermo

Muito se discute a respeito de Liderança em todo o mundo, principalmente no que diz respeito ao ambiente de negócios.

Há dezenas de teorias, centenas de livros, milhares de palestras e workshops.

Entretanto, o segredo para se tornar um líder de sucesso é “conhecer a si mesmo e ter consciência do impacto provocado nas pessoas ao seu redor”.

Liderança é um esporte de contato. Exige uma comunicação clara, permanente e alinhada entre todos. Exige que o destino a ser alcançado seja claramente compreendido e que as pessoas queiram trilhar o caminho e que desejem chegar ao destino. Exige que o líder apoie permanente as pessoas da equipe durante a caminhada. Elas precisam saber para onde ir, porque ir e como ir.

Sem conhecer a si mesmo e sem ter consciência do impacto provocado nas pessoas ao seu redor o líder poderá acreditar que está liderando, mas as pessoas poderão carregar a percepção de que estão sendo chefiadas o tempo todo.

Apenas 20% das pessoas possuem auto percepção alinhada com a percepção das demais pessoas. E o que as pessoas pensam sobre você é a base sobre a qual as pessoas contratam você, demitem você, promovem você.

O que importa no mundo real é o que as pessoas pensam de você, e não o que você pensa sobre você mesmo.

Entretanto a realidade dos relacionamentos nas empresas leva as pessoas a não dizerem a você o que elas realmente pensam sobre você. Seus pares são seus concorrentes. Seus subordinados recearão lhe dizer o que pensam sobre você. Muito menos se rebelarão contra você.

Por isso raramente existe o incentivo para mudar hábitos inadequados que os líderes carregam.

Com o tempo eles se tornam cada vez mais individualistas. Acreditam que são assertivos, mas são percebidos como agressivos. Acreditam que motivam o grupo com feedback frequente, mas são percebidos como destrutivos que esbanjam críticas e são sovinas com elogios. Acreditam que fazem o acompanhamento das atividades de sua equipe, mas são percebidos como pessoas que não confiam em ninguém e que querem controlar tudo e todos. Falam para as pessoas e não com as pessoas.

Ao se tornarem “excessivamente eles mesmos”, tais líderes passam a carregar o enorme poder para causar ruina e destruição, sendo capazes de levar uma empresa inteira ao caos.

Sem conhecer a si mesmo, sem conhecer o impacto que você provoca nas pessoas ao seu redor, você não terá a oportunidade de se tornar cada vez melhor. Desconhecerá as oportunidades que só você poderá aproveitar.

Todas as pessoas carregam comportamentos que manifestam de forma automática e inconsciente, porque se tornaram hábitos. Quando tais comportamentos causam desconforto, incômodo, aborrecimento nas pessoas ao redor, ou “mudamos” ou caminharemos para a autodestruição.

É possível modificar comportamentos sem mudar quem você é. Estamos falando de mudar aquilo que incomoda e aborrece os demais e que será sua autodestruição. Sem tais mudanças, todos os demais comportamentos que levaram você até onde você já chegou não serão suficientes para leva-lo mais longe.

Estamos falando em “equilibrar” os comportamentos. Em identificar e retirar os excessos. Fazer com que a dosagem correta do remédio não o transforme em veneno.

Só os vencedores são capazes de fazer isso. Os perdedores não.

Quase todos os líderes que fracassam já tiveram muito sucesso.

wladimir@bestinclassgroup.com

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