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COMO MUDAR COMPORTAMENTOS?

Posted by: Wladimir R. Palermo
Category: Artigos, Uncategorized

COMO MUDAR COMPORTAMENTOS?
Vejamos:
50% dos comportamentos vêm de fábrica, herança genética, natureza, “instinto”.
40% dos comportamentos são desenvolvidos nos primeiros anos de aprendizado (8-10)
Estes 90% são comportamentos inconscientes, automáticos, de difícil mudança.
9% dos comportamentos são desenvolvidos para adaptação ao ambiente social pós-adolescência.
1% dos comportamentos são desenvolvidos através da criatividade.
Estes 10% são comportamentos circunstanciais, que podem ser mudados facilmente.
Então tomemos em consideração um profissional ocupando um cargo de liderança e que precise modificar comportamentos, tendo como por prioridade deixar de ser agressivo com seus liderados.
Seguramente este comportamento que ele precisa modificar está instalado nele há muito tempo e já opera no “modo automático”.
Vamos ver então as situações que envolvem a modificação do comportamento agressivo.
Como base, como pressuposto fundamental, é preciso que este profissional tenha “consciência” de que adota este comportamento, que não se trata de “invenção” dos outros, que não é algo “criado para prejudicá-lo”, que não se trata de uma “fantasia dos subordinados”. Ele precisa ter consciência de que, de fato, adota tal comportamento.
Este é o primeiro passo, a base de todo o processo. Sem esta consciência é praticamente impossível pensar em qualquer mudança, pois, de princípio, o profissional sequer tem consciência de seu comportamento, ou prefere não saber, ou prefere conviver com a imagem que ele criou para si mesmo, etc.
Em seguida é preciso que ele, de fato, queira modificar este comportamento. Ele precisa ter o desejo de mudança. E para que ele queira mudar, é preciso que ele tenha um “motivo”.
Neste momento temos algumas situações:
Ele concluiu por conta própria ou foi levado a concluir por conta própria que este comportamento não é bom para ele, para sua carreira, para sua equipe, para a empresa, etc.. E por ter concluído que isso não é bom, deseja de fato mudar.
Ele não concluiu que adota este comportamento, ou, mesmo tendo concluído, não acha que precisa mudar. “Sou assim, quem quiser que me aceite como eu sou”.
Na primeira situação fica mais evidente que o esforço será relativamente menor, pois existe a “vontade genuína de mudança”. Ele tem um bom “motivo” para mudar, e foi ele quem concluiu por conta própria. Podemos dizer que ele “despertou”.
Na segunda situação fica ainda mais evidente que vai ser uma luta terrível. Será preciso “dar um motivo” para o profissional mudar. Este bom motivo poderia ser, por exemplo, o “medo” de perder o emprego. Não uma “ameaça”, mas sim o aviso de que de fato ele perderá o emprego se não mudar.
Vamos então examinar quais são as possibilidades que este profissional terá para promover a mudança.
Em ambas as situações o profissional já sabe que precisa mudar, tem um motivo para mudar e agora precisa promover a mudança.
Alternativas:
Atuar no que está automatizado. Criar um mecanismo de lembrete diário, ou com até mais de uma vez por dia, que leve o profissional a receber a mensagem de mudança que ele mesmo criará para ele. Um lembrete diário no Outlook, no Celular, um Cartão plastificado sobre sua mesa ou no seu bolso, e outras idéias mais que poderiam ser geradas. O importante aqui é adotar este comportamento de modo consciente. Como aprender a dirigir. Ser lembrado, pensar no lembrete, começar a agir porque foi lembrado, repetir isso exaustivamente até que este comportamento não mais precise ser lembrado e se torne automático, ou inconsciente. Normalmente este processo é longo, por isso exige disciplina, força de vontade e algum método para lembrar permanentemente. Sugerimos o uso de tecnologia para isso (celular / computador).
Utilizar a criatividade. Desenvolver estratégias de ação planejadas para contornar o comportamento inadequado. Alguns exemplos: criar maior aproximação dos liderados, participar em eventos do grupo (almoços, jogos, happy hour, etc), trabalhar o lado artístico (aprender a tocar um instrumento, cantar, dançar, representar, etc).
Mudar de ambiente. Uma espécie de trégua, uma “fuga para trás das montanhas”, um recuo estratégico, que pode ser realizada pela mudança de atividade na empresa, precedida de um bom período de férias.

Author: Wladimir R. Palermo

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