O SACRIFÍCIO DA ESTRATÉGIA.

Wladimir R. Palermo

Em função da persistente crise econômica que nosso país vem enfrentando, muitas empresas estão adotando ações de curto prazo que carregam fortes riscos de sacrificar a estratégia de futuro.

Veja abaixo algumas dessas ações e seus respectivos riscos:

  • Tomar clientes de maior porte atendidos pelos distribuidores para aumentar a rentabilidade. Risco: quando o mercado voltar a crescer e for necessário o apoio do distribuidor ele poderá já estar trabalhando com o concorrente.
  • Vender equipamentos de produção ociosos para fazer caixa e pagar passivos. Risco: perder o timing quando da retomada do crescimento da economia.
  • Reduzir preços para aumentar o volume de vendas ou para barrar ações da concorrência. Risco: raramente os preços conseguem retornar aos patamares anteriores após terem sido reduzidos.
  • Fusão com empresa concorrente para reduzir custos de atividades comuns e incrementar resultados finais. Risco: costuma ser muito mais improdutivo, e por longo tempo, conviver com culturas diferentes que desalinham internamente a empresa resultante da fusão.
  • Reduzir o quadro e exercer forte pressão sobre a equipe remanescente para obter mais produtividade. Risco: perder justamente os melhores, os talentos, ficando com os mais fracos e inseguros.
  • Fazer capital de giro às custas dos fornecedores, esticando o prazo de pagamento das compras. Risco: asfixiar alguns fornecedores menos robustos, aumentando a dependência de um número menor de fornecedores, justamente os mais fortes e com capacidade para reagir ao movimento de alongamento de prazos de recebimento.
  • Parar de utilizar apoio de consultores especializados em gestão para reduzir custos. Risco: as pressões do dia a dia costumam tirar das pessoas o tempo requerido para “pensar” diferente, levando-as a atacar efeitos e sintomas, e não as causas, pois isso requer mais tempo, mais reflexão, mais amplitude de visão. Os consultores, não contaminados com a pressão do dia a dia, e com a visão ampliada pelo que ocorre em várias outras empresas, costumam diagnosticar mais rapidamente e com maior segurança as causas e o que passa despercebido.

Com sua sabedoria incomparável, Peter Drucker dizia:

“Não sacrifique seu futuro no altar do presente”.

 

Wladimir R. Palermo é o autor do programa BEST IN CLASS® de ACONSELHAMENTO EXECUTIVO, que tem sido conduzido de modo especialmente bem-sucedido junto a Presidentes, CEOs, Diretores e Gestores de alto nível em importantes organizações dos mais variados segmentos.

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