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CAUSAS DAS DIFICULDADES ENFRENTADAS PELAS EMPRESAS

Posted by: Wladimir R. Palermo
Category: Artigos

Valter de Carvalho e Wladimir R. Palermo

Devido às atividades que desenvolvemos em nossa empresa, mantemos frequentes contatos com CEOs e demais C-Level das mais diferentes organizações.

Tem sido comum ouvirmos desses profissionais depoimentos do tipo: “a empresa está enfrentando algumas dificuldades, estamos passando por um processo de ajustes, os investimentos foram contingenciados, estamos reduzindo custos, fechando operações menos rentáveis, nossas vendas caíram, estamos sofrendo perda de lucratividade, aumentou nosso nível de endividamento”.

Para abrir caminho na busca das possíveis causas dessas dificuldades vale a pena refletir sobre algumas questões:

  • Comparados com os países mais desenvolvidos, temos mão de obra realmente qualificada, inclusive em alguns níveis de liderança?
  • Os dirigentes das empresas multinacionais instaladas no Brasil possuem autonomia suficiente ou as principais decisões costumam emanar ou depender da matriz?
  • A meritocracia tem sido o caminho para ascender ao primeiro nível hierárquico nas empresas “de dono”?
  • As empresas, em geral, conhecem de fato as expectativas de seus clientes, ou optam por definir uma estratégia umbilical “achando” que conhecem o mercado?
  • O comportamento coletivo reinante na maior parte das organizações é alicerçado na confiança ou na desconfiança?
  • Esse comportamento coletivo tem produzido um ambiente de cooperação ou de competição e individualismo?
  • Os principais gestores das empresas revelam comportamentos equilibrados no tratamento das pessoas ao seu redor ou vários deles carregam hábitos que produzem desmotivação e estresse nas equipes?

Alguns dados interessantes a serem considerados:

  • 9,3% da população brasileira sofre de Ansiedade.
  • 5,8% da população brasileira sobre de Depressão.
  • 56% dos trabalhadores CLT revelam estar insatisfeitos em suas empresas.
  • O gap entre a Intenção definida pela direção das empresas (Valores, Visão de Futuro, Estratégia) e a Execução da Intenção (Tarefas e Comportamentos percebidos pelos clientes) varia de 27% a 48%.
  • 80% dos CEOs acreditam que entregam uma experiência superior aos clientes, mas menos de 8% dos seus clientes concordam.
  • 71% das pessoas que pedem demissão, não pedem demissão das empresas e sim de seus chefes.
  • 341,6 mil empresas fecharam nos últimos 3 anos

As empresas adoeceram e grande parte de seus profissionais também.

Mas, quem adoeceu primeiro e se tornou, portanto, o transmissor da doença?

Foram as empresas que adoeceram e transmitiram seus males para os profissionais ou foram os profissionais que se desequilibraram e passaram esse desequilíbrio para as empresas?

Nós entendemos que as empresas são feitas de estruturas, paredes, equipamentos, computadores, sistemas, processos e procedimentos, mas o que move qualquer empresa é sua Alma, constituída pelas pessoas e pelos comportamentos que elas apresentam em seu dia a dia.

Assim pensando, foram as pessoas que entraram em desequilíbrio, seja pelas pressões competitivas, pela necessidade de entrega de resultados ou assombradas pelo fantasma do desemprego.

Se não houver uma revisão do modelo de gestão e de liderança as pessoas continuarão gerando um comportamento coletivo desequilibrado e percebido pelos clientes e demais parceiros da cadeia de negócios.

Uma empresa que possua uma cultura desequilibrada terá muito mais dificuldades em sair de qualquer crise, pois parte significativa da crise é gerada por ela própria.

Romper esse círculo vicioso, onde há somente perdedores, é o grande desafio.

Lidar com isso não é tarefa para amadores ou aventureiros e sim para profissionais que tenham maturidade e efetiva experiência de gestão, além de ferramentas, técnicas e metodologias para gerar as transformações duradouras nas pessoas e, por consequência, nas empresas.

É preciso transformar comportamentos desequilibrados – individuais e coletivos – em forças que impulsionem e consolidem a alta performance.

Author: Wladimir R. Palermo

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