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UMA ESTRATÉGIA VENCEDORA NÃO GARANTE OS RESULTADOS ESPERADOS.

Posted by: Wladimir R. Palermo
Category: Artigos

Valter de Carvalho

Ao longo de minha carreira como executivo de empresas participei, várias vezes, da criação de planos estratégicos, tanto em atividades internas como em eventos externos, quando os principais líderes se reuniam para definir as estratégias do ano, do ano seguinte ou de um triênio ou quinquênio.

Certamente você deve ter presenciado esses eventos também que, em alguns casos, são realizados em hotéis, resorts, dirigidos por consultores reconhecidos e experientes e com a participação de palestrantes e convidados para garantir momentos de descontração e diversão, com mágicos, humoristas, participantes de escolas de samba, dentre outros.

Evidente que esses eventos são aguardados anualmente com ansiedade, pois são oportunidades de ir para ótimos hotéis, com ótimas refeições e diversão. E é claro, com as atividades de planejamento estratégico.

A grande questão é que, em geral, na volta para a empresa a implantação dos planos traçados fica a cargo de um grupo de pessoas que, às vezes, recebem o acompanhamento dos consultores contratados.

Entretanto, raras vezes há um investimento de tempo e atenção à Execução Adequada daquelas Estratégias idealizadas.

O que quero dizer é que as Estratégias são Intenções e essas Intenções nada são, caso não sejam transformadas em realizações através de Execuções Adequadas.

Executar as Estratégias é como dar entrada de uma matéria prima numa máquina, que irá processá-la e transformá-la em um produto, que no caso são os Resultados desejados.

Caso a Estratégia não seja boa, ainda que seja adequadamente processada por essa “máquina” os Resultados, obviamente, não serão bons.

Caso a Estratégia seja boa e seja processada de forma inadequada pela “máquina”, também não culminará em bons Resultados.

Apenas e tão somente caso a Estratégia seja boa e o processamento seja adequado, teremos como produto final, os Resultados desejados.

Por que as empresas empregam tantos esforços e recursos na criação de Intenções e deixam em segundo plano a Execução adequada dessas Intenções?

Em geral porque as Intenções são criadas por um número reduzido de pessoas, a alta gestão, enquanto as Execuções são realizadas por todos dentro das empresas, em todos os níveis, até o mais simples trabalho realizado para entrega de um produto ou serviço aos clientes.

As Execuções são consideradas processos naturais do dia a dia da empresa e assim, espera-se que entreguem os melhores Resultados possíveis.

Como os clientes só conseguem ver os produtos, as tarefas, os serviços e os comportamentos apresentados, é com base nisso que eles supõem quais são as intenções da empresa.

Dos 100% da Intenção original definida pela Estratégia, quanto será que os clientes percebem?

Ora, isso depende exatamente da forma como as Execuções são realizadas.

Em geral, temos percebido em nossos trabalhos de Consultoria, que existe um gap entre as Intenções e a Execução que se situa entre o mínimo de 25% e o máximo de 52%.

Vejam o impacto que isso gera na imagem das empresas, na frustração daqueles que definiram as estratégias e, especialmente, nos Resultados desejados, que acabam não sendo atingidos.

Os vilões apontados são, normalmente, a economia do país, o governo, a burocracia, a instabilidade do mercado, os fornecedores, os clientes, os sindicatos, e em muito menor grau, os problemas de execução das estratégias.

Os mecanismos e engrenagens dessa máquina que executa as intenções são muitos: processos de trabalho, equipamentos, fornecedores, sistemas e, mais especialmente, as pessoas que realizam as tarefas e que são movidas pela confiança existente na empresa, pelo nível de orientação que recebem, pelo grau de motivação existente e que são prejudicadas pelo estresse contínuo que pode dominar as equipes e impedir que boas execuções sejam realizadas.

A máquina de Execução pode se transformar em moedora de Intenções ou de processadora com alta qualidade e eficiência.

Os Resultados que serão gerados dependerão dessa máquina!

Identificar e corrigir os gaps entre as Estratégias e a Execução é o grande segredo para a garantia de Resultados Superiores e sustentáveis, para seus acionistas, investidores, colaboradores, clientes e a sociedade.

Valter de Carvalho é um dos sócios do Grupo BEST IN CLASS®, que tem como propósito ajudar as empresas na obtenção de Resultados Superiores, sustentados por uma Cultura Corporativa de Alta Performance, capaz de Executar de modo alinhado as Estratégias.

Author: Wladimir R. Palermo

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